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Eríbhen da Moigh (Mhaigh na Boghain - "Shamã Fantasma"; Targ-Mhaigh - "Grande Shamã"; Andarilha das Colinas)

Eríbhen, a Jovem, era a neta de Derna, a longeva Sacerdotisa do famoso Salão dos Curandeiros dos Dunlendings. Diferente de sua famosa antepassada, entretanto, ela evitou as artes de cura em favor de encantamentos mais espetaculares. Eríbhen sempre foi fascinada com as antigas artes negras, especialmente poderes relacionados aos mortos ou morto-vivos, e desejava governar os Fantasmas que assombravam os sonhos de seu povo. Seus pais morreram antes dela nascer, já que ela foi parida depois que seus pais pereceram em um soterramento, e o desaparecimento deles pode ter sido a causa de sua busca.
Com dez anos, Eríbhen estava bem adiantada em seu objetivo de se tornar a mais poderosa Shamã que o povo de Dunland jamais viu. Ela estudara com o envelhecido Clérigo Ruil, nas Montanhas Nebulosas,e foi ele que lhe deu o grande cajado chamado "Veneno do Espírito." Dali em diante sua lenda cresceu.
Em TE 1696 Eríbhen encorajou um breve e sangrento ressurgimento do Culto das Trevas entre os clãs Dunlendings do sul e leste de Dunland. Fantasmas assolavam a noite, causando medo nos pastores comuns, e a antiga prática de sacrifícios rituais reapareceu em muitas áreas. Clérigos faziam peregrinações para Tulach Boghain ("Colina Fantasma"), onde Eríbhen vivia sozinha em uma cabana escavada em uma grande rocha. Esperando remover a maldição, os Homens de Dunn ouviam as pregações da Sacerdotisa.
Eríbhen falava de guerra e levou os Clérigos ao frenesi. Por sua vez, os Clérigos retornaram a seus Chefes e pressionaram para ações contra os supostos inimigos dos Dunlendings. Alguns clãs seguiram as palavras de Eríbhen e armaram-se para um conflito com os vizinhos Gondorianos e Eriedain; outros resistiram ao chamado, preferindo permanecer independentes e viver em relativa paz. Uma guerra civil aconteceu naquele inverno, e os seguidores de Eríbhen avançaram para o oeste através da neve fresca. Eles destruíram muitos clãs e conquistaram o grande centro de Larach Duhnnan na primavera de TE 1697. Mais vitórias seguiram, até que a resistência entre os Dunns do sul de Eriador acabou.
Após a consolidação de seu domínio sobre a Dunlândia com a indicação de seu aliado Ulf Dilan como Grande Chefe, Eríbhen voltou sua atenção para os fazendeiros e pescadores das terras baixas. Exércitos Dunns atacaram das colinas no meio de TE 1698, arrasando aldeias Eriadan quase até Tharbad. Mais tarde, no mesmo ano, Ulf Dilan reuniu uma hoste de guerreiros de elite - incluíndo três dúzias de carruagens - e partiu para sul para a província Gondoriana de Calenardhon (Rohan). Rei Tarondor de Gondor ordenou que seu exército ocidental reforçasse a guarnição de Ostiras (que mais tarde ficou conhecida como Forte da Trompa). Embora o povo de Calenardhon fosse pouco, o Reino do Sul valorizava-os e as suas ricas terras, e Tarondor resolveu salvá-las da invasão Dunlending.
A sorte sorriu para Gondor, pois um Dunn capturado deu a Calciramir, o Capitão de Ostiras, informação suficiente para uma emboscada. As tropas de Calciramir marcharam para norte e pegaram os Dunlendings de Ulf Dilan quando tentavam atravessar o Forde de Isen. Ulf Dilan morreu sob uma chuva de lanças enquanto sua carruagem tentava manobrar pelos rápidos baixios. Seu exército foi arrasado.
Com seu campeão desaparecido, Eríbhen rapidamente perdeu influência. Os clãs Dunns e a Alta Sacerdotisa retornaram ao isolamento em TE 1699.
Eríbhen era grande para uma mulher da raça Dunn. Ela pesava 64 kg e tinha 1,72 m de altura, podendo intimidar a maioria dos lutadores que encontrava quando jovem. Seus confrontos, entretanto, eram raros, já que ela era uma solitária desde cedo. Eríbhen gostava de longas caminhadas solitárias, desenvolvendo um comportamento ágil e calmo.
Uma quantidade modesta de sangue Élfico corria em suas veias, tal que ela envelheceu lentamente e manteve sua aparência jovem mesmo durante a velhice. Nenhum traço de cabelos grisalhos marcou seus cabelos castanho-avermelhados, e seus olhos castanhos e bochechas rosadas nunca perderam a cor e o brilho. Daí seu apelido.
Embora uma Shamã de grande renome, Eríbhen evitou riqueza e se vestia com simplicidade. Nunca usou kilts brilhantes que seus conterrâneos apreciavam; ao invés, usou sempre simples robes cinzas e nunca adornou-se com jóias. O único símbolo externo de seu status, além de seu porte, era o elegante cajado retorcido que carregou por toda sua vida adulta.
Eríbhen nunca casou-se, nem ofereceu filhos ao mundo.

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