O Boca de Sauron era o ajudante especial do Senhor das Trevas e seu mais poderoso servo mortal. Embora não fosse magicamente imortal como os Espectros do Anel, o Boca viveu muito além de sua vida natural. Com se afirma em O Senhor dos Anéis III, p. 166:
 | "...não se tratava de um Espectro do Anel e, sim, de um homem vivo: o comandante da Torre de Barad-dûr, cujo nome não é recordado em nenhuma história, pois ele próprio o esquecera. (...) consta que se tratava de um renegado, descendente da raça daqueles a quem chamavam Númenórianos Negros, pois tinham se instalado na Terra-Média no tempo do domínio de Sauron a quem adoravam, apaixonados pelo saber mléfico. Aquele ficara ao serviço da Torre Negra quando ela se reerguera e, dada a sua astúcia, fora subindo cada vez mais no favoritismo do amo, aprendera grande bruxaria, conhecia uma grande parte dos pensamentos de Sauron e era mais cruel do que qualquer Orc."
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O Boca estava no seu auge quando entrou para o serviço de Sauron em SE 3320, após a Queda de Númenor e o retorno de Sauron a Mordor. Mais tarde, ele desacelerou seu processo de envelhecimento, usando suas habilidades de bruxo para artificialmente prolongar sua vida sem sofrer outros efeitos colaterais. Sua memória, entretanto, permaneceu como a de qualquer Homem, e estava limitada ao que podia manter. No curso de seus três mil quatrocentos e trinta e nove anos de vida, o Boca de Sauron esqueceu mais do que qualquer Homem poderia aprender em quatro vidas normais. Assim, ele chegou a esquecer seu nome e suas origens, pois não eram essenciais aos seus planos.
Como Tenente de Barad-dûr, o Boca foi deixado a cargo de todas as operações da enorme cidade-fortaleza, incluíndo a colocação de guarnições, defesas e supervisão de 'convidados'. Um ser sadístico e deturpado, o Boca se deliciava na tortura.
Ultrapassado em cargo apenas pelo próprio Senhor dos Nazgûl, o Boca estava íntimo dos conselhos de Sauron, e o Maligno prometera a seu tenente um domínio, incluíndo todas as terras Ocidentais, sabendo que Saruman, em Isengard, era inadequado. Os sonhos abraçados pelo Boca de Sauron deram em nada, entretanto, quando a destruição do Anel Dominante arruinou todos seus sutís planos e maquinações.
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